Minha primeira viagem Sozinho – Rio de Janeiro

Eu estou longe de ser um viajantes experiente, aqueles viajantes de grandes blogs de viagem que já deram a volta ao mundo ou visitaram mais de 30 paises, de vez em quando ainda me bate um leve desespero por ter tanta coisa para conhecer e já carregar minhas 25 velinhas, sinto que o tempo esta passando e ainda não vi/vivi tudo que eu quero, mas antes tarde do que nunca… VAMOS VIAJAR rs…

Minha unica experiencia de viagem sozinho foi um camping em Joanopolis na cachoeira dos pretos… Na ocasião peguei uma chuva horrivel, minha barraca alagou e passei muito frio (algo que me lembrou aquele frio de Carrancas brrrr), mas tinha a segurança do meu carro (que deu pau no freio no meio da chegada em Joanopolis)… enfim o que quero dizer é que mesmo com todas as coisas que aconteceram em Joanopolis-SP, tive uma sensação boa no final, de ter ido sozinho, feito o que eu queria e principalmente refletido sobre minha vida, como tomar as melhores decisões.

O Rio de Janeiro foi definitivamente a minha primeira VIAGEM sozinho, decidi passar um final de semana em um lugar onde não conhecia ninguém, imagino que grande parte dos leitores conhecem minha pequena grande lista de coisas que quero fazer antes de morrer, esse ano estou planejando fazer um mochilão na America do Sul, a principio era somente o Chile, mas os ultimos seis meses foram tão radicais na minha vida que decidi meter o louco e simplesmente ir para os mochião mais famoso da America do Sul – CHILE, BOLIVIA E PERU.

Além de nunca ter viajado sozinho, nunca fiquei em couchsurfing, (sim meio virgem de tudo rs…), então decidi juntar as duas experiencias em uma só, procurei um host no RJ e infelizmente devido a programação não consegui localizar niguém, porém conheci duas pessoas que me ajudaram muito na minha experiencia “sozinho”.

Essas pessoas são praticantes de trilhas, e estavam agendando para conhecer o morro dois irmãos no Vidigal, sendo assim me “enturmei” e consegui uma brexinha para subir o morro com eles.

Agora meu roteiro estava completo… Cristo Redentor, Praias da Zona Sul, Por do sol no Arpoador e por fim chegada no hotel ( já que não tem host, vai hostel mesmo), saida de casa as 6 da manha do domingo para trilhar o morro dois irmãos…

Cheguei no RJ as 9 da manhã de um sabado, saida do aeroporto e já estava perdido, cadê o ponto de onbus? Acontece que era um final de semana depois do carnaval, a cidades estava uma bagunça, linhas de onibus que mudaram o itinerario, cariocas estressados porque não sabiam onde pegavam o “onibus nosso de cada dia”, enfim… Depois de muito pedir ajuda encontrei o ponto e depois de “”perder”” 3 onibus, peguei o Laranjeiras que me deixou no Largo do Machado (local onde já havia comprado os ingressos para o Cristo Redentor).

O Cristo Redentor te fornece uma visão magnifica, mas longe de te fornecer a paz de uma capelinha no interior, o lugar é lotado de turistas que brigam para conseguir a melhor foto de braços abertos imitando o Cristo, tive a sorte de conhecer um casal gringo que foi totalmente prestativo em se jogar no chão para tirar a minha foto… Serio, achei magnifico a atitude e a humildade com esse pobre brasileiro que vos fala.

Saindo do Cristo Redentor, voltei para o largo do machado, de lá segui para as praias da zona sul, e adivinha? Mais problemas com onibus, passaram dois onibus e não consegui embarcar em nenhum… até que encontrei um que me deixou em Ipanema.

Procurei um banheiro publico, (R$ 1,70 para trocar de roupa) e sai com minha mochila procurando uma alma caridosa para cuidar dos meus pertences e finalmente me refrescar do calor de 40° do RJ… Encontrei um casal com uma criança, otima opção, os dois foram extremamente prestativos em me ajudar.

Entrei no mar de Ipanema e brincava como uma criança, sem se preocupar com nada que estava passando em volta, retornei para o casal, conversei com o rapaz que me indicou outros pontos da cidade e mais uma vez ouvi falar do GRANDE por do sol da pedra do arpoador.

Saindo de lá fui conhecer o forte de Copacabana e assistir o por do sol no Arpoador e sim o Por do sol do Arpoador entrou para lista de pores do sol mais lindos que já presenciei, não foi o mais agradavel devido ao calor de 37°, mas foi um dos mais bonitos.

Já eram 20:00 quando decidi conhecer o hostel, porém para variar, a bateria do celular acabou e o motorista “esqueceu” de me avisar qual era o ponto que tinha que descer, desci no Gloria e fui caminhando até a estação, após ser orientado por motoqueiros e donos de bares que sempre me alertavam sobre os perigos do RJ.

Cheguei no hostel por volta das 22:30, fiz o macarrão “mais gostoso da minha vida”, tomei banho e dormi. Quando foi no domingo as 05:30 já estava de pé e as 06:30 partindo para encontrar o grupo de trilha que subiria o morro dois irmãos.

Encontrei o pessoal por volta das 07:30 esperamos o resto do grupo e sumimos o morro dois irmãos, sem duvida é uma linda vista do Rio de janeiro, durante a trilha encontramos o contraste entre “comunidades” e a natureza do RJ.

Ainda tive a sorte de conhecer alguns amigos que ficarão para sempre eternizados em minha lembrança.

As vezes todos nós precisamos de um tempo para ficar sozinho, dar um passo para trás para ter uma visão do todo, foi a viagem que eu mais pensei no rumo que minha vida está seguindo.

Claro que precisamos tomar cuidado com tudo, mas não se coloque sempre na defensiva… SE ARRISQUE… existe muita gente boa por ai, afirmo que é muito mais fácil você encontrar alguém que vai ceder um sofá para você dormir do que te sequestrar na entrada de um hotel e pedir resgate para sua família.

Com certeza é mais fácil achar alguém que vai cuidar da sua mochila para poder mergulhar no mar de Ipanema (e ainda dobrar sua roupa e colocar em uma cadeira para não sujar/molhar), alguém que vai se oferecer p/ tirar uma foto incrível de você no por do sol e até mesmo conversar com pessoas de outros países que se jogam no chão para conseguir o melhor angulo para tirar sua foto no Cristo Redentor (e depois de alguns minutos de papo dizer que seu inglês é igual de um espanhol bêbado)

Pessoas que perdem horas conversando com você para te explicar a melhor forma de encontra-los para subir uma montanha, pessoas que vão querer te encontrar no final do dia para tomar uma Antártica (SIM a Antártica do RJ é até que razoável) sem que você pague a conta e ainda no final te emprestar dinheiro pro taxi.

Sabe, eu arrisco a dizer que tenho que ser grato por tantas pessoas boas apareceram nessa viagem, vivemos na época da Gratidão pra lá, Gratidão pra cá, na época que a palavra gratidão virou legenda de foto clichê, mas fazer o que? TEMOS QUE SER GRATOS SIM, Gratos por tudo de bom que acontece e ser gratos também por tudo que fará você evoluir como pessoa.

Essa viagem ao RJ me tirou da zona de conforto, foi um experimento de como será ficar “sozinho” pela America do Sul, “sozinho” no maior deserto do mundo, “sozinho” em Macchu picchu, “sozinho” em Santiago… Acho que quero ficar “sozinho” assim para sempre… pois quem viaja “sozinho” na verdade nunca está de fato “sozinho”…

Quero agradecer imensamente aos novos AMIGOS do RJ que fizeram minha estada tão perfeita… MUITO OBRIGADO e nos vemos por aí

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